Eu tenho medo da cidade,
dessa vista enquadrada.
Imagino cada canto,
cada alma.
Imagino a cidade
em um ponto,
e eu em outro, isolado.
O conhecido que não se sabe.
Hoje a cidade está vazia.
Sozinha.
Os poucos que sobram,
mostram algo impossível de se ver na rotina.
É exceção, é natal.
Tempo de natal,
aquele tempo só.
A cidade lá e eu aqui, em meio a prédios e almas.
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